
Quem já estudou Geografia na Ensino Médio, ou tem leitura sobre atualidades ou cursa ciências humanas já deve ter ouvido sobre o Consenso de Washington. Professores com formação em universidades públicas e privadas onde desenvolvem ódio aos estudos e a verdade denunciam a tal doutrina política-econômica capitaneado pelos Estados Unidos.
Tendo referências históricas os governos de Ronald Reagan e Magareth Thatcher na década de 1980, ensinam que as medidas governamentais foram impostas aos países em desenvolvimento, fundamentalmente na América Latina, e seguidos pelos governos locais, ocasionando numa liberalização econômica que deflagrou em problemas sociais e econômicos.
Fazendo papel de estudante, pode-se questionar o que de fato ocorreu nos anos 90 no Brasil, que supostamente viveu a liberalização. Se adotar os fatos históricos e raciocínio-lógico como norte, não há como acreditar na tal "imposição" de Washington.
Primeiramente, o Dr. Paulo Roberto de Almeida surge como uma luz de honestidade intelectual. Baseado em seu artigo "O mito do Consenso de Washington", consegue-se desnudar a incapacidade dos intelectuais que fazem a denúncia das políticas que causaram os males que acusam.
O Consenso de Washington nada mais foi que uma série de diretrizes nada originais para a política econômica. Os pensadores do iluminismo já ensinariam no século XVIII tais diretrizes para os estados modernos. Os pressupostos são os mais simples, que podem ser resumidos numa oração: o governo DEIXAR de onerar tanto a sociedade.
Os anos de 1980 à 1993 o Brasil experimentou diversas medidas econômicas heterodoxas, ou seja, àquelas que se baseiam na mais fina conversa de bar. A inflação da época é símbolo maior das aventuras que nossos governantes, baseando-se nos intelectuais denunciadores, fizeram. E é indiscutível os problemas causados pela heterodoxia. A pilhagem esquerdopata deveria ser chamado de crime contra a humanidade e punição exemplar.
Só que ainda sim os professores acham que a ortodoxia é maléfica e deve ser evitada. E as diretrizes do Consenso ainda não sendo devidamente ortodoxo foram e continuam sendo repudiadas. Veja as diretrizes com breves comentários ortodoxos:
1) disciplina fiscal; (novidade gastar apenas o que arrecada?)
2) prioridades nas despesas públicas; (ou seja, NADA de Estado-mínimo)
3) reforma tributária; (talvez na tentativa de impedir a bitributação, tão recorrente aqui)
4) taxa de juros de mercado; (ao menos isso de genuinamente liberal/ortodoxo)
5) taxa de câmbio competitiva; (e não flutante, como deve ser)
6) política comercial de integração aos fluxos mundiais;
7) abertura ao investimento direto estrangeiro; (curiosamente isso é bem defendido pelos heterodoxos)
8) privatização de estatais ineficientes; (vide Vale)
9) desregulação de setores controlados ou cartelizados; (as Agências Nacionais, como ANAC e ANP, regulamentam vários setores)
10) direitos de propriedade. (se você não é ladrão sabe o que é isso)
Algo como boato, a imposição que nos ensinam surgiu de um artigo do economista Williamson, onde descreveria políticas econômicas de sucesso na América Latina, sobretudo no Chile e México. Logo, as regras do Consenso de Washington não foram estabelecidas por economistas liberais para orientar governos desejosos de uma política econômica “ortodoxa", como nos ensinam os professores e intelectuais comuns.
Graças que a década 1990 é recente na História. Facilmente desmente-se o que pregam os marxistas da Unicamp já que a liberalização e perpetuação do Estado-Mínimo tão temido por eles jamais aconteceu. Talvez pelas algumas privatizações de empresas estatais ineficientes e adoção da taxa cambial flutuante em 1999. Mas de QUALQUER maneira ou ponto de vista tais medidas foram altamente logradas pela sociedade.
Certamente deve-se desvendar o que passa nas cabeças dos acadêmicos que disseminam falácias como o Consenso de Washington. Claramente há preguiça intelectual, de pesquisa. Porém, creio que algo mais existe, e é crucial.
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clique no título para ver o artigo do Dr. P.R. de Almeida

3 comentários:
O problema é IDEOLOGIA. A maior parte dos professores foram DOUTRINADOS a pensar dessa forma, que o papel do Estado é controlar tudo e todos, que o Estado mínimo é ruim, que o sistema capitalista é anti ético e etc.
Porém nem tudo está perdido;:)se vê por parte dos estudantes atualmente a iniciativa de questionar o que é ensinado pelos professores como sendo a 'verdade absoluta'. E então no futuro teremos novos professores ENSINANDO e não simplesmente DOUTRINANDO.
[]'s
Quando muita gente diz a mesma coisa, desconfie.
Quando muita gente diz a mesma coisa, desconfie.
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