
Acordei como de costume e corri ligar meu notebook para checar os e-mails da madrugada e as notícias do TERRA e do UOL. Pressionei o botão três vezes e nada das luzes ligarem. A cada tentativa frustrada um sentimento de raiva crescia e dominava meu corpo. E agora?
Desisti e fui tomar meu café. Parecia que o pão não tinha o mesmo gosto e o leite estava um pouco azedo. O que teria acontecido? Será que alguém havia comentado no meu blog? Será que recebi alguma proposta de emprego? Será que descobriram algum furo do Lost? Infelizmente teria que esperar chegar até o trabalho.
No caminho lembrei-me de algo terrível. Cadê meu celular? O ônibus estava quase chegando ao trabalho e não podia me atrasar. E se alguém me ligar? E as músicas do meu mp3? Droga! No almoço, vou ter que puxar papo com aqueles caras insuportáveis do outro setor. Procurei me acalmar. Melhorei, mas quando desci do ônibus e vi uma moça olhando seu celular lembrei-me do pior. Esquecer o celular significava que não havia enviado uma mensagem de “bom dia” para minha esposa enquanto dormia. Não serei perdoado. Ela sempre dizia: “Nada melhor do que acordar com nova mensagem no celular lhe desejando um ótimo dia”.
No escritório, sentei em minha mesa e corri abrir meu e-mail. Muitos sites são bloqueados na empresa, mas ao menos tenho como receber aqueles e-mails de piadas e curiosidades. “Não acredito!” Eram essas as palavras que queria utilizar para gritar quando, ao abrir o Outlook vi a mensagem da tela: “Serviço temporariamente indisponível”. E agora? Como vou passar o dia todo de trabalho sem ao menos uma piadinha? Esses e-mails são meus combustíveis! E como vou fazer para conversar sobre futebol com o Adriano? A mesa dele fica do outro lado da minha, mas meu chefe condenaria um assunto deste durante o trabalho. Droga! Não vou poder comentar o resultado do jogo!
Passado algum tempo, eu, contristado e irrecuperável depois de tantos golpes durante o dia, ainda seria chamado para levar outro. Meu chefe me chamou em sua sala. Queria falar de um assunto sério. Perguntei o que era e ele disse que era sobre último relatório enviado ao nosso melhor cliente. Quando entrei, ele simplesmente me entregou o relatório impresso (odeio ler relatórios na folha, não têm vida) e pediu que o lesse. Li e devolvi. Perguntou se não havia percebido algo diferente e respondi que não. Pegou o papel e grifou várias palavras e devolveu. Foi então que percebi a besteira que escrevi. No lugar de “não” havia “naum”, de “também” estava “tb”, de porque “pq”, e vários outras palavras. Você sabe do que estou falando. Recebi um sermão incrível. Pediu que lesse mais revistas e livros. Caso me visse alguma vez no MSN durante o horário de trabalho, seria demissão!
Voltei para minha mesa cabisbaixo, mas decidido a procurar outro emprego. Ninguém merece um trabalho em que não se possa usar MSN, e-mail, e internet a vontade. Afinal, sou um homem do século XXI. E qual o problema daquelas palavras? São a nova tendência. Velho!
Chegando em casa, corri checar meu notebook e meu celular. Tudo estava funcionando novamente. Levei umas 3 horas para atualizar tudo e fui tomar banho. Ufa! Depois de tanto sofrimento, as coisas voltaram ao normal. Há dias em que as coisas realmente não funcionam. E deles, simplesmente queremos esquecer.
Saindo do banho, percebi que minha esposa havia chegado. Pensei em fazer uma surpresa. Escrevi um e-mail lindo e encaminhei para ela. Corri para a cama dormir, imaginando sonhar com seu rosto sorrindo ao ver a mensagem. Que sorte a dela!
Desisti e fui tomar meu café. Parecia que o pão não tinha o mesmo gosto e o leite estava um pouco azedo. O que teria acontecido? Será que alguém havia comentado no meu blog? Será que recebi alguma proposta de emprego? Será que descobriram algum furo do Lost? Infelizmente teria que esperar chegar até o trabalho.
No caminho lembrei-me de algo terrível. Cadê meu celular? O ônibus estava quase chegando ao trabalho e não podia me atrasar. E se alguém me ligar? E as músicas do meu mp3? Droga! No almoço, vou ter que puxar papo com aqueles caras insuportáveis do outro setor. Procurei me acalmar. Melhorei, mas quando desci do ônibus e vi uma moça olhando seu celular lembrei-me do pior. Esquecer o celular significava que não havia enviado uma mensagem de “bom dia” para minha esposa enquanto dormia. Não serei perdoado. Ela sempre dizia: “Nada melhor do que acordar com nova mensagem no celular lhe desejando um ótimo dia”.
No escritório, sentei em minha mesa e corri abrir meu e-mail. Muitos sites são bloqueados na empresa, mas ao menos tenho como receber aqueles e-mails de piadas e curiosidades. “Não acredito!” Eram essas as palavras que queria utilizar para gritar quando, ao abrir o Outlook vi a mensagem da tela: “Serviço temporariamente indisponível”. E agora? Como vou passar o dia todo de trabalho sem ao menos uma piadinha? Esses e-mails são meus combustíveis! E como vou fazer para conversar sobre futebol com o Adriano? A mesa dele fica do outro lado da minha, mas meu chefe condenaria um assunto deste durante o trabalho. Droga! Não vou poder comentar o resultado do jogo!
Passado algum tempo, eu, contristado e irrecuperável depois de tantos golpes durante o dia, ainda seria chamado para levar outro. Meu chefe me chamou em sua sala. Queria falar de um assunto sério. Perguntei o que era e ele disse que era sobre último relatório enviado ao nosso melhor cliente. Quando entrei, ele simplesmente me entregou o relatório impresso (odeio ler relatórios na folha, não têm vida) e pediu que o lesse. Li e devolvi. Perguntou se não havia percebido algo diferente e respondi que não. Pegou o papel e grifou várias palavras e devolveu. Foi então que percebi a besteira que escrevi. No lugar de “não” havia “naum”, de “também” estava “tb”, de porque “pq”, e vários outras palavras. Você sabe do que estou falando. Recebi um sermão incrível. Pediu que lesse mais revistas e livros. Caso me visse alguma vez no MSN durante o horário de trabalho, seria demissão!
Voltei para minha mesa cabisbaixo, mas decidido a procurar outro emprego. Ninguém merece um trabalho em que não se possa usar MSN, e-mail, e internet a vontade. Afinal, sou um homem do século XXI. E qual o problema daquelas palavras? São a nova tendência. Velho!
Chegando em casa, corri checar meu notebook e meu celular. Tudo estava funcionando novamente. Levei umas 3 horas para atualizar tudo e fui tomar banho. Ufa! Depois de tanto sofrimento, as coisas voltaram ao normal. Há dias em que as coisas realmente não funcionam. E deles, simplesmente queremos esquecer.
Saindo do banho, percebi que minha esposa havia chegado. Pensei em fazer uma surpresa. Escrevi um e-mail lindo e encaminhei para ela. Corri para a cama dormir, imaginando sonhar com seu rosto sorrindo ao ver a mensagem. Que sorte a dela!
E pensar que fomos macacos...

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