domingo, 18 de abril de 2010

Morte e Vida

Quando se pensa sobre a morte é porque se pensa sobre a vida. Tememos sua visita por dois motivos: medo do que iremos deixar e medo do que poderíamos ter deixado. Não é possível ter os dois medos. È isso ou aquilo e nada mais.

Nada é tão certo como a morte. O ditado diz que os impostos também o são, mas alguns ainda conseguem dobrá-los. Mas com ela não, impossível. A hora de ir chegou.


Ver a morte como um inimigo é um erro. Nada é eterno e se a vida acaba a culpa não é dela. Sua visita pode ser péssima se temos medo do que poderíamos ter deixado. Neste momento, os arrependimentos se unem e desejamos ter feito de outra forma, desejamos ter mais tempo, desejamos continuar. Por outro lado, se temos medo do que iremos deixar é porque não desejamos mais nada. Partir assim é como abraçar a morte e seguir adiante.

Ter medo do que virá não é problema para os que souberam viver. Para um homem assim, essas coisas se resolvem sozinhas.

Viver como se pudesse dar errado, viver como se o eterno acabasse. Não há maneira melhor de aproveitar a curta vida que temos.

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