
Infelizmente, na vida, tudo tem um fim. Ou será que é felizmente? É difícil aceitar e seguir adiante. Lembrar geralmente é associado com viver e esquecer pode ser algo parecido com a morte. Ou será o contrário? Esquecer e viver? Lembrar e morrer aos poucos?
Quando vi o último episódio da sexta temporada de Lost, a última por sinal, não consegui parar de pensar sobre essas questões. Afinal, o seriado propõe uma teoria sobre a vida ou da vida após a morte? Caso você ainda não tenha visto o último episódio, melhor não seguir adiante.
Na cena final, ao reencontrar seu pai, Jack Shephard pergunta se ele não havia morrido. Ao que ele responde: “E você, como está aqui?”. No que ele se dá conta: “Eu também morri”. Ter morrido ou não, qual a diferença? Ter consciência de si é um sinal de vida. Temos uma noção do tempo limitado ao começo e fim, onde viver e morrer determina apenas o início e o fim desta linha. Mas e se jogássemos fora tudo isso? E se não existisse a vida e nem a morte? Nem começo e nem fim?
Em outro momento, Jack pergunta novamente: “Onde estamos?”. “Não existe aqui agora”, responde seu Pai. É possível estar aqui e em outro lugar? E se em outra vida paralela estiver acontecendo algo bem diferente com você, neste exato momento? Nela você não é exatamente aquele cara seguro de si, respeitado e bem sucedido. Nela você nem conhece aquela pessoa. Nela você é como os outros. Maluco? E se estas vidas tiverem uma ligação? E se essa ligação for outra pessoa?
Em Lost, todas as pessoas que estavam na ilha tinham algo em comum: angústia. Seja pelo arrependimento de erros do passado, seja pelo ressentimento de uma injustiça, seja pela frustração de um sonho inexistente, seja pelo vazio da vida, seja pela carência, seja pela vaidade e futilidade, seja pela crueldade, seja pela fraqueza humana, seja por qualquer coisa que nos faça seres humanos. Afinal, o que é a vida senão uma série de infinitas angústias? Fazemos de tudo para ignorar isto, mas no fim sempre nos lembrados. Quando o efeito da bebida passa, a realidade volta a ser dura, talvez mais dura do que antes. Neste século, nesta era pós-moderna, o que não falta é distrações.
A ilha existe. Cedo ou tarde iremos passar uns tempos nela. Quanto tempo? Cada um tem o seu tempo. Diante de tantas dificuldades temos de ir até o limite. Fugir não é opção, não há como seguir sem terminar esta parte. Ficaria incompleto. “Lembrar” como disse o pai de Jack, encarar os fantasmas, lutar contra os monstros. “Esquecer”, superar, entender, seguir em frente.
Se for parar pra pensar, as linhas da nossa vida sempre passam entre mortes e recomeços. Pense na pessoa que você se transformou por diversas vezes. Pequenas coisas acontecem e você se torna outra pessoa. Ou grandes e você nem se dá conta. Tente terminar um ano e não se arrepender. Uma parte de nós morre a cada dia e outra nasce, sempre levando nosso DNA. São tantas mortes que talvez elas nem existam. Morte pode ser apenas é um nome de que damos para o final.
O final não respondeu todas as perguntas. Muito pelo contrário, criou um monte delas. Melhor assim. O que seria da vida se tivéssemos todas as respostas? Será que faria sentido estar aqui? Neste sentido, sinto que Lost é uma teoria sobre a vida. No fim, tudo terminou como começou.
Belo fim, ficou marcado.
Quando vi o último episódio da sexta temporada de Lost, a última por sinal, não consegui parar de pensar sobre essas questões. Afinal, o seriado propõe uma teoria sobre a vida ou da vida após a morte? Caso você ainda não tenha visto o último episódio, melhor não seguir adiante.
Na cena final, ao reencontrar seu pai, Jack Shephard pergunta se ele não havia morrido. Ao que ele responde: “E você, como está aqui?”. No que ele se dá conta: “Eu também morri”. Ter morrido ou não, qual a diferença? Ter consciência de si é um sinal de vida. Temos uma noção do tempo limitado ao começo e fim, onde viver e morrer determina apenas o início e o fim desta linha. Mas e se jogássemos fora tudo isso? E se não existisse a vida e nem a morte? Nem começo e nem fim?
Em outro momento, Jack pergunta novamente: “Onde estamos?”. “Não existe aqui agora”, responde seu Pai. É possível estar aqui e em outro lugar? E se em outra vida paralela estiver acontecendo algo bem diferente com você, neste exato momento? Nela você não é exatamente aquele cara seguro de si, respeitado e bem sucedido. Nela você nem conhece aquela pessoa. Nela você é como os outros. Maluco? E se estas vidas tiverem uma ligação? E se essa ligação for outra pessoa?
Em Lost, todas as pessoas que estavam na ilha tinham algo em comum: angústia. Seja pelo arrependimento de erros do passado, seja pelo ressentimento de uma injustiça, seja pela frustração de um sonho inexistente, seja pelo vazio da vida, seja pela carência, seja pela vaidade e futilidade, seja pela crueldade, seja pela fraqueza humana, seja por qualquer coisa que nos faça seres humanos. Afinal, o que é a vida senão uma série de infinitas angústias? Fazemos de tudo para ignorar isto, mas no fim sempre nos lembrados. Quando o efeito da bebida passa, a realidade volta a ser dura, talvez mais dura do que antes. Neste século, nesta era pós-moderna, o que não falta é distrações.
A ilha existe. Cedo ou tarde iremos passar uns tempos nela. Quanto tempo? Cada um tem o seu tempo. Diante de tantas dificuldades temos de ir até o limite. Fugir não é opção, não há como seguir sem terminar esta parte. Ficaria incompleto. “Lembrar” como disse o pai de Jack, encarar os fantasmas, lutar contra os monstros. “Esquecer”, superar, entender, seguir em frente.
Se for parar pra pensar, as linhas da nossa vida sempre passam entre mortes e recomeços. Pense na pessoa que você se transformou por diversas vezes. Pequenas coisas acontecem e você se torna outra pessoa. Ou grandes e você nem se dá conta. Tente terminar um ano e não se arrepender. Uma parte de nós morre a cada dia e outra nasce, sempre levando nosso DNA. São tantas mortes que talvez elas nem existam. Morte pode ser apenas é um nome de que damos para o final.
O final não respondeu todas as perguntas. Muito pelo contrário, criou um monte delas. Melhor assim. O que seria da vida se tivéssemos todas as respostas? Será que faria sentido estar aqui? Neste sentido, sinto que Lost é uma teoria sobre a vida. No fim, tudo terminou como começou.
Belo fim, ficou marcado.

3 comentários:
apesar de seus textos serem muito bons, nem vou ler, u.u
Ainda não vi os capítulos anteriores ¬¬
coloca um aviso assim:
CUIDADO SPOILER!
[]'s
gostei da frase "Quando o efeito da bebida passa, a realidade volta a ser dura, talvez mais dura do que antes".
Assisti episódios perdidos de lost, estou muito feliz que acabou agora posso assistir inteiro, sem aquela angústia de esperar a p´roxima série.
"I was told there's a miracle for each day that I try"
http://www.youtube.com/watch?v=1Ise0Q71afE
Postar um comentário