Leia o trecho:
“As pessoas querem ser vistas como altruístas. Nada passa melhor essa impressão do que comprar produtos “verdes”, que costumam custar mais e ter menor qualidade, mas que beneficiam o meio ambiente”, diz o professor assistente de Marketing da Carlson Escola de Negócios, da Universidade de Minnesota, Vladas Griskevicius.
O estudo mostrou que, quando compram sozinhas pela internet, as pessoas escolhem produtos que proporcionam conforto e são luxuosos. Porém, em público, elas preferem os produtos “verdes”, exatamente porque querem parecer altruístas.
O mercado demanda, o mercado oferta:
Os produtos “verdes” estão em todo o lugar: desde a esponja usada para lavar louça até os carros.
A busca pelo status em produtos “verdes” acontece inclusive quando eles custam mais caro em relação aos produtos que não carregam a promessa de serem sustentáveis.
De acordo com o professor de Minnesota, guiadas pelo status, as pessoas não se importam em adquirir produtos inferiores apenas para dizer que cuidam do meio ambiente.
Para as empresas que estão preocupadas em atrair estas pessoas, ele indica a formulação de produtos para serem adquiridos e usados em público.
Nota-se que devido ao apelo midiático de "salvar o planeta" emitindo menos CO2 (?) e outras ações inócuas, o mercado já se distorce. Paga-se mais caro (?) por um produto "verde".
Isso é facilmente visto. Vá a uma papelaria e veja o preço do sulfite branco e do sulfite reciclado.
Sessão pergunta-que-não-quer-calar: como algo que é reaproveitado e/ou com apelo ao "consumo consciente" é mais caro?
O problema do apelo midiático não é o maior. Pois o sistema de preços com o tempo julgará o que é consumo sustentável de fato. O problema mesmo é quando há alguma regulação estatal.
As regulações não permitem o ajuste do mercado à eficiência e eficácia. Travados por leis, portarias e afins, as pessoas são forçadas a pagarem caro e a não ter opção.
É o caso da gasolina. Com o preço do combustível controlado pela Agência Nacional do Petróleo, não há ocilação e teor informativo do preço aos agentes econômicos. Com o preço da gasolina apreciado, então o preço do álcool combustível tem margem para também se apreciar. Se a gasolina tivesse preço de mercado, seria competição direta com o álcool. Um substituto do outro. A oferta se precaveria, a demanda aproveitaria.
Mas o Estado Brasileiro impede as pessoas de fazerem a escolha "verde". Teve que passar mais de três décadas para ter a explosão flex, os motores híbridos.
Coerente seria as pessoas utilizarem produtos "verdes" por terem alguma vantagem econômica. E os ostentadores não resistirem ao luxo e pagar mais caro pela gasolina ou carro de alto-consumo. No entanto, isso parece soar "fora da realidade" devido a ideologia sócio-ambiental.


8 comentários:
Já parei pra pensar nisso. E vejo isso constantemente. As mesmas pessoas que se preocupam em usar papel reciclado (que é mais caro e causa mais danos ao meio ambiente...fica a dica pra um próximo post), em participar de ongs e distribuir discursos já ultrapassados, são as mesmas pessoas que jogam lixo no chão por preguiça de esticar a mão até a lata de lixo mais próxima.
As pessoas tem a impressão que ao falar de meio ambiante, fala-se só dos bichinhos e dos verdinhos mas meio ambiente é TODO o ambiante, as cidades, as vilas, a sua e a minha casa. Então, por favor, queridos hipócritas preguiçosos, vamos começar jogando o lixo no lixo que assim se contribui-se a muito mais com o meio ambiente ao deixar uma cidade limpa e agradável do que soltar o verbo e dar discursos sobre CO2.
Petrucchio,
Muito bom você tocar no assunto o governo prejudicando o funcionamento de mercado, que promove alocação eficiente em termos inter-temporais também.
Achei legal esse seu texto. Isso que você disse é o conceito de marketing 3.0 que Kotler defende no seu livro recente.
Ele alerta as empresas na necessidade de agregar valor ao coletivo através de produtos verdes, ações sociais e o Kct.
Ele diz que a sociedade hoje está numa fase de - como posso dizer? - busca do "eu interior" da plenitude, do espiritual OU SEJA buscando sim coisas mais altruístas, coisas mais pensando no "coletivo" e percebendo a força que possuem juntas (grandes redes sociais).
Na verdade essa é uma transformação da sociedade... Como é algo muito "novo", as pessoas não estão acostumadas, então é claro que várias ações soam como superficiais. Mas tudo é um começo.
A Priscila aponta que a mesma pessoa que defende é a mesma pessoa que joga o lixo no chão. E claro, ela está certa.
Há aqueles que agem assim porque querem realmente mudar o planeta, assim como há aqueles que apenas querem passar boa impressão - a maioria rs.
Há também aqueles que acham quecontribuindo estão sendo politicamente corretos, então não precisam fazer mais nada.
Bem, concluindo... li uma vez no Monge e o executivo sobre a PRAXIS, que consiste em "fazer algo que você não gosta e com o tempo, você acaba gostando de fazer".
Mesmo concordando contigo , acho legal as pessoas começarem a agir de forma correta, porque, mesmo sendo por um motivo superficial, elas podem vir a criar consciência disso de verdade.
Nossa eu escrevo cadabíblia, que horror.
E mais um adendo ao lixo no chão: há aqueles escrotos que falam "eu jogando lixo no chão mesmo porque eu contribuo para que existam faxineiras" ahahah, lembrei disso que desprezível.
Comentarista idiotadomeioambiente do jornal da gazeta: "Sempre que posso venho aqui sem carro, acho melhor pegar um taxi"
Me pergunto, qual a diferença ?!?!
Se fala que é errado as pessoas ostentarem o carro próprio, vai de metrô !
Mises brilha muito na praxiologia! \o/
É... Os "axiomas da ação" rs.
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