domingo, 22 de agosto de 2010

A pobreza das eleições

Quando não existe oposição, todos perdem inclusive a situação

O Brasil continua pobre em todos os sentidos. Contudo, nenhuma parte da pobreza pode ser pior do que o da política. Chega a dar vergonha a maneira que os candidatos vêm conduzindo suas campanhas nestas eleições. É como se o povo brasileiro tivesse a idade mental de dez anos. E a oposição? Não existe.

Quem assistiu o horário eleitoral ou ouviu pelo rádio, sabe do que estou falando. É um tal de “Zé” pra cá, de “Silva” pra lá e de “mãe” não sei do que. Não sei quanto a você, mas parece que quem está se candidatando não é nenhum estadista ou líder democrático e sim o dono da quitanda da esquina. Será que funciona essa estratégia? Será que brasileiro é tão humilde que precisa disso pra se sentir achegado?

Serra, que sempre foi muito auto-referente, tentar arrancar a pele e partir pro povo. Candidato da oposição, sequer consegue apontar as mazelas do atual governo. Pior, tenta desesperadamente vincular sua imagem ao presidente Lula esperando que o eleitorado vote nele ao invés da candidata anunciada. Até uma criança de dez anos vendo isso concluiria que se até ele confia no Lula, então temos é que votar em quem o Lula pedir. E olha que o marqueteiro da campanha é um jornalista que ganha horrores para bolar essas estratégias.

Tudo bem, a economia do país esta voando, e como todos sabem, é ela quem quase sempre dita os desfechos dos sufrágios. A popularidade do atual presidente bate recordes a cada pesquisa. No entanto, nada disto justifica esse marasmo e babaquice da oposição. Será que é tão difícil assim apontar as falhas do atual governo? Se formos pela lógica da atual oposição, estamos no melhor país do mundo, onde não há problemas.

Quando não existe oposição, todos perdem inclusive a situação. Somente pelo confronto das idéias que é possível avançarmos nas soluções e encontrar os melhores caminhos para nação. Infelizmente, a eleição está ganha, e não veremos nenhum debate produtivo, daqueles que expõe idéias para melhorar a educação, inibir o desemprego, construir sonhos e criar esperanças. O que veremos até o final serão acusações e comparações do que “eu” fiz do que “você” fez.

Vai demorar para a oposição arrumar os cacos destas eleições. Quem sabe em 2018 teremos alguma coisa diferente. Até lá o “Zé” vai pro caixão, o “Silva” enjoa de enganar e a “Mãe”, que na verdade é a “Sogra”, desmascara. E Marina? O Brasil é pouco pra ela, o que ela precisa é salvar o mundo, oxalá o universo.

1 comentários:

Petrucchio disse...

A Situação nunca perde.