
Quantas escolhas você precisou fazer hoje? Acredito que no momento elas não lhe vêm à mente muito claramente, já que 90% delas foram automáticas. O que vem a mente são aquelas escolhas que geralmente gastamos mais tempo. Se você se importa muito com a aparência vai lembrar que precisou escolher entre passar o gel e usar o secador ou simplesmente dar uma “arrumadinha”, ou, se aquele vestido era mais apropriado para sair de casa.
Nossa vida é feita de escolhas, e como elas irão definir como seremos ou o que faremos, nada mais sensato do que gastarmos tempo pensando e pesando sobre essas decisões diariamente, certo? Não, errado.
Uma pesquisa desenvolvida por Sheena Ivengar, professora de negócios da Universidade de Columbia, Estados Unidos, demonstrou que nosso cérebro não sabe lidar muito bem com as decisões. Segundo ela, o problema é que quanto mais opções temos, mais este processo fica pesado e confuso. Acabamos sobrecarregados, e nos sentimos obrigados a escolher somente porque as opções estão disponíveis. Em muitos casos, termina em frustração. Mas calma, antes de você entrar em pânico, convém dar alguns exemplos e pensar sobre eles. Acredite, neste momento, sua melhor escolha é seguir adiante com este texto.
Em um de seus experimentos, a professora fez um estudo sobre mercado com potes de maionese. Haviam duas estantes, uma com 6 sabores e outra com 24. O grupo não era definido e tinha a liberdade de escolher em qual das estantes fariam suas compras. Resultado: 60% optou pela diversidade enquanto que o restante ficou com menos opções. Ou seja, muita gente gosta de ter opções.
O que impressionou na pesquisa é que dentro do grupo que optou pelos 24 sabores, apenas 3% compraram algum pote de maionese. Já o segundo grupo, cujas opções eram bem menores, 30% efetuaram suas compras. Espantoso não? Embora um grupo tivesse 4 vezes mais opções comprou 10 vezes menos.
Quando falamos de opções falamos de liberdade, algo que muitos valorizam tremendamente. Portanto, se queremos liberdade, queremos escolhas. Se não sabemos muito bem lidar com elas, por que desejamos tanto fazê-las? Porém, antes de falar sobre isso quero fazer uma teoria tarantinesca sobre o assunto.
Já que constatamos que o cérebro não sabe lidar muito bem com as escolhas, podemos dizer que as mulheres mais lindas são as que escolhem os piores parceiros. Diante da enorme quantidade de opções que se colocam diante delas, sem necessariamente precisarem pensar no assunto, por cansaço ou comodismo acabam optando pelo atributo mais conveniente: a beleza. Dentre tantos candidatos ela escolhe o mais bonito ao invés de gastar os neurônios pesquisando sobre eles. Boa escolha? Beleza não é tudo. A julgar que os homens mais bonitos tendem ter em baixíssimo nível os demais atributos justamente por terem mais opções, se você ver alguma mulher bonita acompanhada, desconfie do caráter do homem que está com ela.
Agora, voltemos ao assunto principal. Vivemos numa sociedade relativamente democrática onde podemos fazer muitas escolhas. Sempre teremos que tomar decisões, mas nenhuma delas tem a mesma importância da outra. Sendo assim, é sábio delegar as menos importantes para outros ou gastar menos energia com elas para nos concentrarmos no que é mais importante. A tarefa não é simples, já que as coisas mais fúteis,relacionadas aos prazeres, roubam nosso tempo como nenhuma outra. Os brasileiros, principalmente, gastam mais tempo discutindo a escalação do seu time de futebol do que com as escolhas que farão nas eleições.
Aliás sobre isso, os resultados do primeiro turno comprovam sobremaneira a pesquisa da professora. Conversando com os mais diversos tipos de pessoa, é fácil constatar que muitos têm uma opinião relativamente formada sobre os candidatos à presidência e ao governo. Como entre eles o número é menor, já que a imprensa acaba naturalmente podando os menores e jogando luz sobre os mais convenientes, fica mais fácil optar entre eles. No entanto, a coisa fica pior entre os senadores, e fica preta entre os deputados. Diante da gama infinita de opções para deputado, muitos deles extremamente competentes, venceu o Tiririca, com seu mantra do “Pior que tá não fica”. Voto de protesto? Voto de preguiça. Brasileiro é preguiçoso. Ao invés de se informar, prefere usar o discurso moralista patético, clichê e vazio sobre os corruptos, sem perceber que votando no palhaço está fazendo exatamente o jogo dos próprios corruptos.
A pesquisa da professora é importante e nos faz pensar. Apesar da constatação, nada muda o fato de que precisamos ter inteligência para fazer escolhas, que neste caso, envolve em primeiro lugar, identificar o que é mais ou menos importante.
Napoleão disse o seguinte certa vez ao Czar russo ,em visita ao seu palácio, após ser criticado por sua ganância pelo poder ouvindo dele que os homens deveriam lutar pela honra: “Cada luta pelo o que não tem”. Como não temos muita coisa, convém escolher bem.
Nossa vida é feita de escolhas, e como elas irão definir como seremos ou o que faremos, nada mais sensato do que gastarmos tempo pensando e pesando sobre essas decisões diariamente, certo? Não, errado.
Uma pesquisa desenvolvida por Sheena Ivengar, professora de negócios da Universidade de Columbia, Estados Unidos, demonstrou que nosso cérebro não sabe lidar muito bem com as decisões. Segundo ela, o problema é que quanto mais opções temos, mais este processo fica pesado e confuso. Acabamos sobrecarregados, e nos sentimos obrigados a escolher somente porque as opções estão disponíveis. Em muitos casos, termina em frustração. Mas calma, antes de você entrar em pânico, convém dar alguns exemplos e pensar sobre eles. Acredite, neste momento, sua melhor escolha é seguir adiante com este texto.
Em um de seus experimentos, a professora fez um estudo sobre mercado com potes de maionese. Haviam duas estantes, uma com 6 sabores e outra com 24. O grupo não era definido e tinha a liberdade de escolher em qual das estantes fariam suas compras. Resultado: 60% optou pela diversidade enquanto que o restante ficou com menos opções. Ou seja, muita gente gosta de ter opções.
O que impressionou na pesquisa é que dentro do grupo que optou pelos 24 sabores, apenas 3% compraram algum pote de maionese. Já o segundo grupo, cujas opções eram bem menores, 30% efetuaram suas compras. Espantoso não? Embora um grupo tivesse 4 vezes mais opções comprou 10 vezes menos.
Quando falamos de opções falamos de liberdade, algo que muitos valorizam tremendamente. Portanto, se queremos liberdade, queremos escolhas. Se não sabemos muito bem lidar com elas, por que desejamos tanto fazê-las? Porém, antes de falar sobre isso quero fazer uma teoria tarantinesca sobre o assunto.
Já que constatamos que o cérebro não sabe lidar muito bem com as escolhas, podemos dizer que as mulheres mais lindas são as que escolhem os piores parceiros. Diante da enorme quantidade de opções que se colocam diante delas, sem necessariamente precisarem pensar no assunto, por cansaço ou comodismo acabam optando pelo atributo mais conveniente: a beleza. Dentre tantos candidatos ela escolhe o mais bonito ao invés de gastar os neurônios pesquisando sobre eles. Boa escolha? Beleza não é tudo. A julgar que os homens mais bonitos tendem ter em baixíssimo nível os demais atributos justamente por terem mais opções, se você ver alguma mulher bonita acompanhada, desconfie do caráter do homem que está com ela.
Agora, voltemos ao assunto principal. Vivemos numa sociedade relativamente democrática onde podemos fazer muitas escolhas. Sempre teremos que tomar decisões, mas nenhuma delas tem a mesma importância da outra. Sendo assim, é sábio delegar as menos importantes para outros ou gastar menos energia com elas para nos concentrarmos no que é mais importante. A tarefa não é simples, já que as coisas mais fúteis,relacionadas aos prazeres, roubam nosso tempo como nenhuma outra. Os brasileiros, principalmente, gastam mais tempo discutindo a escalação do seu time de futebol do que com as escolhas que farão nas eleições.
Aliás sobre isso, os resultados do primeiro turno comprovam sobremaneira a pesquisa da professora. Conversando com os mais diversos tipos de pessoa, é fácil constatar que muitos têm uma opinião relativamente formada sobre os candidatos à presidência e ao governo. Como entre eles o número é menor, já que a imprensa acaba naturalmente podando os menores e jogando luz sobre os mais convenientes, fica mais fácil optar entre eles. No entanto, a coisa fica pior entre os senadores, e fica preta entre os deputados. Diante da gama infinita de opções para deputado, muitos deles extremamente competentes, venceu o Tiririca, com seu mantra do “Pior que tá não fica”. Voto de protesto? Voto de preguiça. Brasileiro é preguiçoso. Ao invés de se informar, prefere usar o discurso moralista patético, clichê e vazio sobre os corruptos, sem perceber que votando no palhaço está fazendo exatamente o jogo dos próprios corruptos.
A pesquisa da professora é importante e nos faz pensar. Apesar da constatação, nada muda o fato de que precisamos ter inteligência para fazer escolhas, que neste caso, envolve em primeiro lugar, identificar o que é mais ou menos importante.
Napoleão disse o seguinte certa vez ao Czar russo ,em visita ao seu palácio, após ser criticado por sua ganância pelo poder ouvindo dele que os homens deveriam lutar pela honra: “Cada luta pelo o que não tem”. Como não temos muita coisa, convém escolher bem.

3 comentários:
"...se você ver alguma mulher bonita acompanhada, desconfie do caráter do homem que está com ela."
heheheheh
Ou seja, na visão masculina, mulher bonita só presta pra "comer"... rs
Mas deixando a brincadeira de lado, se na câmara há representantes dos evangélicos, dos latifundiários, dos banqueiros, das indústrias, porque não ter um legítimo representante do povo (palhaço)???
Haja vista que com os intelectuais na política sempre houve corrupção, guerras, bomba atômica, e todas as mazelas que conhecemos?
Talvez um homem simples na câmara, pensando de maneira simples, faça as simples coisas que precisamos!
M@x.
Democracia não é sinônimo de liberdade.
A diversidade só existe quando há liberdade. Desta diversidade, os verdadeiros homo oeconomicus farão as melhores escolhas.
A grande maioria não é racional ao ponto. Já investigado a priori, o empirismo do estudo revela o mesmo.
Olá, meu blog está no 2º turno do prêmio TopBlog 2010. Clique no link e deixe lá o seu voto http://migre.me/1xmPf
Muito obrigado!
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